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Crianças sem manuais escolares e com fome nas escolas do concelho

Cientes da situação social que se vive no concelho, do agravamento das dificuldades promovidas pelo PSD e pelo CDS; cientes do número de 30 novos desempregados por dia no concelho na Feira e cientes de que é preciso uma política social que inverta o ciclo, o Bloco de Esquerda exige da Câmara Municipal um plano social para as escolas do concelho.

Sabemos de casos, que também não são pontuais nem esporádicos, de crianças que vão para a escola sem tomar pequeno-almoço e de muitas crianças que a esta altura do ano ainda não têm os manuais escolares porque os pais não têm dinheiro para os comprar. Na EB1 de S. Paio de Oleiros, por exemplo, há conhecimento de vários casos deste género.

O Bloco de Esquerda exige que a Câmara Municipal sirva pequenos-almoços e lanches nas escolas que são da competência da mesma ou cuja competência tenha sido delegada nas Juntas. Deve ainda promover programas de higiene oral, de forma gratuita, a todas as crianças.

 Mais, é necessário que se garanta o acesso, por parte de todas as crianças, aos manuais e material escolar, exigindo-se da Câmara Municipal, em particular da vereação da Educação, a sinalização destes casos e a resolução imediata dos mesmos, atribuindo-se manuais e material a esses casos.

É preciso um levantamento de todos os casos de carência e de todos os problemas existentes nas escolas do concelho para que sejam resolvidos imediatamente. Só desta forma poderemos garantir o acesso à educação e tornar a escola inclusiva.

Ou virá a senhora vereadora disfarçar o seu desconhecimento da realidade, argumentando que estamos a falar de casos pontuais de fome e de exclusão nas escolas do concelho? Parece é que há uma Câmara Municipal que só muito pontualmente é que dá alguma atenção às escolas do concelho!

A senhora vereadora da Educação decidiu atacar o Bloco de Esquerda por este ter denunciado uma gritante falta de condições na EB 1 da Aldeia Nova, Lourosa. Três palavras para Cristina Tenreiro:

1. um caso esporádico e pouco preocupante é o que resulta de um acontecimento isolado e não um caso que se arrastava desde o início do ano letivo.

2. este caso nada teria a ver com a Câmara Municipal se a falta de materiais básicos para a escola se devesse ao simples esquecimento da compra do mesmo e não a um problema financeiro de fundo que é agravado, como bem sabe, pela crónica incapacidade que a Câmara Municipal tem de fazer as transferências devidas às Juntas de Freguesia.

3. uma terceira palavra para aplaudir a descoberta que a senhora vereadora fez de que se vive um momento em que se atravessam dificuldades grandes. Convém agora passar da constatação à ação que poderia passar por demarcar-se das medidas de austeridade e de agressão sistemática que o PSD promove contra a população; poderia ainda passar por não sobrecarregar os feirenses com taxas e impostos ou, quem sabe, ter mesmo uma política social para a Educação no concelho.