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Ecco'let faz assédio moral para despedir trabalhadores depois de ter recebido benefícios fiscais no valor de 445 mil euros para criar emprego

Ecco'let faz assédio moral para despedir trabalhadores depois de ter recebido benefícios fiscais no valor de 445 mil euros para criar emprego

O Bloco de Esquerda teve conhecimento que a empresa Ecco'let - fábrica de sapatos, Lda., situada em S. João de Ver, concelho de Santa Maria da Feira, estará a fazer assédio moral a cerca de 30 trabalhadores para que estes rescindam o contrato com a empresa por mútuo acordo.

Os trabalhadores são chamados, uns diariamente, outros, quase todos os dias, aos escritórios, onde são pressionados pelas chefias da empresa para aceitarem uma “rescisão por mútuo acordo”.

Este tipo de prática configura assédio moral. Trata-se, portanto, de uma prática ilegal e inaceitável num país da União Europeia.

Estamos a falar de uma empresa lucrativa, que nos últimos anos recebeu vários milhões de euros de fundos comunitários (dinheiros dos contribuintes) para a sua modernização e que, mais recentemente, recebeu centenas de milhares de euros em benefício fiscais para a criação de empregos. Segundo os dados da Autoridade Tributária relativos ao ano de 2016, os benefícios fiscais dados a estas empresas foram de 445 mil euros.

O que está aqui em causa é uma empresa que recebeu benefícios para criar emprego e que agora quer despedir uma parte desses trabalhadores; como não quer assumir o despedimento, está a pressionar os trabalhadores para aceitar uma mentirosa “rescisão por mútuo acordo”.

Este tipo de prática tem que ser investigado. Não podemos permitir que se instale um clima de impunidade na área laboral. A Autoridade para as Condições do Trabalho tem que intervir imediatamente, punindo práticas de pressão claramente prejudiciais para os trabalhadores.

O deputado do BE, Moisés Ferreira, já questionou o governo exigindo medidas urgentes para colocar um fim neste tipo de práticas. Ler aqui

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