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25 trabalhadores à beira do desemprego em Mozelos

25 trabalhadores à beira do desemprego em Mozelos

Chegou ao conhecimento do Bloco de Esquerda que os 25 trabalhadores da empresa AGOSTINHO NOGUEIRA – CONSTRUÇÃO CIVIL, se encontram junto ao escritório e estaleiro da empresa dado que o proprietário da empresa terá desaparecido desde o passado dia 8 de janeiro.

Pelo que o Bloco de Esquerda apurou, esta empresa teve sempre resultados líquidos positivos anuais. No entanto, devido a uma gestão inexplicável a empresa teve de recorrer a um Processo Especial de Revitalização (PER). Na altura em que se iniciou o PER os trabalhadores tinham cerca de 4 meses de salários em atraso.

O PER foi aprovado, ficando o dono da empresa como administrador. Apesar de a empresa ter clientes e trabalho, a má gestão continuou. A partir do dia 8 de janeiro o dono da empresa e administrador do PER nunca mais apareceu nas instalações da empresa e nunca mais contactou os trabalhadores.

O Bloco de Esquerda tem ainda conhecimento que esta empresa tem dívidas à segurança social e ao fisco desde 2014. A empresa terá mais de 40 de existência e os 25 trabalhadores em causa trabalham na empresa no mínimo há 25 anos. A empresa tem os salários de janeiro em atraso. A empresa terá solicitado o processo de insolvência no dia 18 janeiro no Tribunal de Oliveira de Azeméis.

Com o salário de Janeiro em atraso, muitos destes trabalhadores não conseguem fazer face às despesas do seu dia-a-dia, estando como é óbvio desesperados por uma solução que salvaguarde os seus interesses, já que são os únicos que não têm responsabilidade pelo facto da empresa ter sido mal gerida ao longo de todos estes anos.

Esta situação criou um problema social, que urge que as entidades públicas respondam com celeridade para evitar situações gravosas. Para o Bloco, esta situação é grave e reveladora da necessidade urgente de fazer alterações na legislação laboral e tornar definitivamente a ACT uma entidade fiscalizadora e não decorativa como atualmente acontece. O deputado Moisés Ferreira já questionou o governo sobre esta situação